Como os Empresários Devem Agir Durante As Crises?

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Sempre afirmo que durante os períodos de economia aquecida o mercado se torna injusto. Todos vendem muito, tanto os que oferecem qualidade como os que conduzem o seu negócio de forma amadora.

Durante as crises, no entanto, as diferenças saltam aos olhos do consumidor. Quando estamos nos referindo aos pequenos negócios, esses podem até obter benefícios, pois o consumidor tem a tendência de atribuir mais valor ao seu dinheiro em função da percepção de que ele é escasso, pois todos falam em crise.

Outro fenômeno interessante é o que se relaciona com o direcionamento dos gastos. A decisão do consumidor durante os períodos de crise é pela suspenção dos investimentos em bens duráveis (linha branca, carro novo, reforma da casa, etc.), fazendo com que “sobre” recursos para a economia de consumo.

Se a qualidade passa a ter importância dentro dos critérios de escolha do consumidor, então, teoricamente, bastaria investir nela e crescer na crise. Será que isso é fácil ou soa como impossível?

Os dirigentes e gestores de pequenos negócios, ao lerem isso, reagem colocando a impressão de que o que estamos dizendo somente serve para as empresas que já conquistaram razoável nível de estrutura e possuem familiaridade com os conceitos de qualidade.

Tal reação é equivocada, pois relacionam qualidade ao custo mais elevado do produto, ao invés de associarem qualidade com gestão. Na verdade, a relação é inversa: quanto menos qualidade, mais elevados são os custos.

Mas, como ocorre com a grande maioria das empresas, o fundador, e em muitos casos, os seus familiares, estão envolvidos até o pescoço na operacionalização das tarefas, ao invés de se dedicarem às melhorias de suas práticas gerenciais e sobre a qualidade de atendimento.

Convivem sempre com a percepção de que não têm tempo para se dedicarem à gestão. Na verdade, a origem das coisas é outra: Em geral, o perfil comportamental do gestor é incompatível com o perfil comportamental do empreendedor. As características que levam alguém a se tornar empreendedor são diferentes das características do gestor.

O empreendedor é em geral: ligado a operação, altamente ansioso, com visão generalista, pensa sempre nas possibilidades e nunca nos riscos, têm ideias novas todos os dias e deseja implementá-las, não se dedica ao planejamento e ao controle financeiro, envolve-se de modo profundo aos processos de negociação, e é comum gerarem grandes crises em suas empresas por não darem importância ao trabalho organizado.

As pessoas ligadas às boas práticas de administração são: processuais, com baixa ansiedade, ligadas mais aos impedimentos do que às possibilidades, gostam de manter os pés no chão, evitam riscos, e gostam que as coisas se realizem dentro de sequências lógicas.

A partir dessas duas diferenças passamos a entender o enorme abismo entre a mente do empreendedor e os demais membros das organizações. O primeiro é o louquinho da turma, mas sem essa loucura as empresas não são criadas e nem crescem de modo vigoroso.

Até um tamanho as organizações necessitam da energia do empreendedor. Ao atingirem certo ponto, no entanto, a ausência das boas práticas de gerenciamento tornam-se verdadeiras usinas de problemas: Atendimento deficiente, atrasos, retrabalhos, perdas de produtos, perda de rentabilidade e a eterna sensação de falta de tempo.

A boa notícia é a de que, de modo coordenado, é possível reverter o quadro caótico nas empresas de qualquer tamanho, com ganhos expressivos da rentabilidade. Basta que o seu dirigente assimile o momento da organização e obtenha o conhecimento de alguns preceitos gerenciais básicos.

Mais importante ainda do que os métodos é a admissão de que qualquer mudança nas estratégias de gestão passa primordialmente pela assimilação das qualidades comportamentais que deverão sofrer ajustes para que as melhorias gerenciais se viabilizem. Em geral, os comportamentos negligentes são tolerados, permitindo-se assim que as iniciativas sejam desmoralizadas.

Atenção aos processos, planejamento do crescimento, planejamento e controle financeiro e adoção de práticas relacionadas com orientação, feedback e limites de tolerância. Todas essas práticas servem tanto para uma empresa minúscula como para uma grande organização. As que praticam esses preceitos entram e saem das crises sempre bem. As demais, se estapeiam, disputando o mercado por meio de descontos e prostituição da atividade.

Em qual momento encontra-se sua empresa? O que fazer para melhorar? Como ter tempo para atuar nas ações estruturais? Quanto custa isso? Quando terei o resultado do meu investimento de volta? Essas respostas serão obtidas através da análise de uma boa consultoria, que tenha domínio das ferramentas gerenciais, mas que seja especialista em comportamento.

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